segunda-feira, 24 de junho de 2013

Castlevania: Lords of Shadow 2

O estande da Konami dividia a atenção dos visitantes com dois grandes lançamentos. De um lado, ocupando o maior telão do local, Metal Gear Solid V (bem em cima da área reservada de PES 2014), do outro, com muitas estações para demonstração e ocupando o restante do estande (que não era pequeno), Lords of Shadow 2. Tinha até uma estátua 1:1 de Gabriel Belmont, sentado em seu trono e bastante sombrio.

Do seu anúncio, em 2012, pouco tinha sido mostrado do game. Após o epílogo de LoS, culpado por explodir a mente de muitas pessoas em 2010, a angústia da espera por novas informações era esmagadora. E o lançamento de Mirror of Fate, exclusivo do 3DS, impedia que a Mercury Steam despejasse novas informações sobre o que realmente importava (o 'FUTURO') no novo universo de Castlevania. Mas a barriga foi tirada da miséria durante a E3 2013, com releases, demonstrações e um bate-papo com os produtores do game. Nesse texto, apenas a experiência de controlar um novo Gabriel, mais poderoso do que nunca. A entrevista fica para depois.

Depois da reprise do trailer apresentado na pré-E3 da Konami, a tela de Start trazia Gabriel Belmont, taciturno. Ao apertar do botão, uma olhada diretamente em seus olhos e o fade indicativo do início do game. Provavelmente culpa da versão testada, uma demonstração ainda inacabada, a parte gráfica deixou muito a desejar. Um constante granulado espalhado pelos cenários e personagens, como se fosse uma versão SD do jogo numa televisão de 50 polegadas de alta definição.





















Independentemente disso (ou exatamente por falta de gráficos em HD, vai saber), o jogo rodava absurdamente bem. Nada daqueles slowdowns do primeiro, e inimigos que trabalhavam bem o cenário e criavam estratégias para lhe acurralar e tudo mais. O bloqueio executado no momento exato do golpe pareceu mais fácil de ser executado, e os rolamentos do herói deram lugar a uma esquiva em forma de fumaça, afinal, agora você é o Lorde das Trevas.

E fica difícil falar sobre LoS2 sem alguns spoilers. Pois bem, Gabriel se tornou Drácula como mostrado no final do primeiro game e explicado em seus dois DLCs. Agora, ao invés da cruz de combate, o vampiro se utiliza do Blood Whip, que é basicamente a mesma coisa. Além dele, na demonstração existiam a Void Sword e a Chaos Claws, que fazem as vezes dos novos poderes das trevas e da escuridão. Com a espada você recupera vida (magia branca) e com as garras, causa mais dano e enche sua barra de poderes sobrenaturais. É possível também, beber o sangue de seus oponentes, há um medidor para isso agora, já que você é um ser que vive deste ofício.

A fluidez na troca dos equipamentos é singular. Não perde em nada para hack'n slashes de maior prestígio, como Devil May Cry, Bayonetta ou o recente MGR Revengeance. E não é simples firula de jogador viciado. Eventualmente vamos enfrentar inimigos que requerem o uso de todas as armas ao mesmo tempo devido aos poderes específicos de cada um, então é bom se preparar para batalhas intensas. E, segundo Enric Ávarez, diretor do game, temos que nos preparar para inimigos verdadeiramente difíceis e cheios de estratégias para lidar.





















O sistema de evolução de combos também mudou, tornando-se mais particular para cada um dos meios de combate utilizados. Chicotes, espadas e manoplas terão seus próprios combos, não apenas skins de movimentos como no anterior. E agora, uma nova forma de evolução, mediante o uso de cada uma das armas. Algo como o que é visto na série Tales of, cujo os golpes especiais ganham novas propriedades a cada 100 vezes que é usado (ou algo do tipo). A possibilidade de se tornar mestre em cada uma das armas vai aumentar o seu poder e também deixará a arma em questão extremamente mais útil e poderosa.

Os combates contra os Titãs estão de volta, mais emocionantes do que nunca. Pouquíssimas referências do que precisa ser feito a cada etapa da batalha com o Colossus nos é apresentado na tela, e tudo acontece muito rápido. Na demo, enfrentei algo que se assemelhava a um castelo móvel, com três ou quatro etapas para sua destruição. É basicamente a sequência do trailer, com aquele cavaleiro alado e dourado me perseguindo. Bem divertido.

Lords of Shadow 2 promete o dobro da ação do primeiro game. Em um mundo aberto (que não pôde ser explorado devido a limitação da demo), uma câmera livre para a movimentação e que não perdeu seu estilo cinematográfico e a história do primeiro Belmont sendo recontada através dos olhos do estúdio ocidental Mercury Steam.





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