Estilo. Se existe algo que não falta em Killer is Dead, o novo game de Suda 51, é estilo. Também não é algo que deixou de existir em seus jogos mais recentes, vide Lollipop Chainsaw e Shadows of the Damned, mas dessa vez, além do visual, a Grasshopper mandou muito bem na mecânica de jogo. E antes das pedras, não é que os jogos anteriores tenham sido ruins, mas sempre exisitam reclamações decorrentes ou do estilão "travado" de SotD, ou da falta de combos em Lollipop Chainsaw. Aqui não falta nada.
O game experimentado durante a E3 2013 nos coloca longe, na sexta fase. Achei que levaria spoilers na orelha, mas o jogo trabalha bem o lance dos capítulos, deixando tudo bastante individual e sem referências passadas. Não sei se era o capítulo em questão, mas foi de bom grado que a experiência não tenha causado nenhum problema futuro na minha apreciação.
O estilo me lembrou muito o visto na série Cowboy Beebop, com todo mundo 'cool' demais para a própria história. A trilha sonora cadenciada, com um blues leve tocando ao fundo, a fala mansa e as frases de efeito, impecáveis e o visual aplicado em cel shading impressiona bastante. Em um mundo cada vez mais difícil para emplacar um estilo visual dessa maneira, com todos optando pelo 'realismo' ao invés de algo um tanto quanto artístico, é cada vez mais raro de ver estúdios dando destaque a títulos com visuais ousados - e nessa E3 ainda tivemos Yaiba e o Sunset Overdrive na brincadeira.
O combate, fluido, mistura uma certa variedade de combos com espada do bom e velho hack'n slash e com muitos upgrades, mais o estilo daqueles jogos de tiro em terceira pessoa. É que ao mesmo tempo que podemos usar a espada, a barra de energia secundária serve para usar seu braço biônico transformado em canhão de plasma de vários tipos, do tiro rápido a um mega blast que acaba com tudo ao seu redor.
Mondo Zappa não pula, mas possui um dash muito útil no combate e que também serve como esquiva em momentos oportunos. Quando próximo do oponente, é possível circulá-lo para escapar do golpe e finaliza-lo de maneira mais bonita. Um botão extra aciona sua habilidade especial, que mais ou menos como uma execução. Tudo fica em câmera lenta, as cores são alternadas para o preto, branco e vermelho e, invariavelmente, depois que levar esse ataque o inimigo cai, estático. Para os chefões é como a execução final, e precisa ser acionado no momento certo para dar certo.

A fase experimentava era bastante simples, obrigava o jogador a sempre enfrentar alguns oponentes antes de ir para o próximo trecho. Em determinado momento, somos obrigados a enfrentar uma quantidade até que razoável de inimigos, ao mesmo tempo que pecisamos disparar contra artefatos localizados do outro lado de um galpão e derrubar uma escada para prosseguir. O chefe de fase é uma caveira gigante com fones de ouvidos. Diz ele que abdicou de sua forma humana para conquistar o poder supremo. Bem legal, apesar de ser uma batalha fácil - talvez pelo fato de utilizarmos um Zappa evoluído até o talo, não sei dizer (ou eu sou, simplesmente, muito bom).
Outro modo testado de Killer is Dead e tão interessante quanto, é o Gigolo Mode. Aqui, um mini game no mínimo nocivo à moral e os bons costumes, coloca Zappa lado a lado com uma mulher bastante sensual que você precisa convencer a para a cama com você.

Utilizando todo o seu 'charme', é preciso esperar que a mulher desvie seu olhar para que Mondo Zappa possa dar umas encaradas em outras partes, como decotes, vestidos, pernas e pecoço, assim você acumula uma barra de energia para que possa seguir adiante no game. A segunda parte do mini-game é presentear a garota. Utilizando um óculo especial que lê a mente da garota (e também deixa que a visualizemos de lingerie) você descobre o que ela gosta e lhe dá, fácil assim. Repita tudo isso novamente e você a terá em seus braços. E óbvio, na sua cama.
Killer is Dead tem previsão de lançamento para o dia 27 de agosto e tem grandes chances de se destacar como um dos melhores do ano na categoria 'ação com estilo'.













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